Advogados dos clientes esperam decisão "em meados de Janeiro"
Dec 29th, 2008 | Por admin | Categoria: NoticiasOs advogados que representam os clientes do Banco Privado Portugues (BPP), que hoje apresentaram uma providencia cautelar para impedir o banco de usar o emprestimo de 450 milhoes de euros, esperam uma decisao do juiz em “meados de Janeiro”. A advogada Manuela Gloria, que tal como Luis Miguel Henrique pertence a sociedade de advogados MHG, Associados, disse a Lusa que a providencia foi entregue nos Tribunais Civeis de Lisboa (no Palacio da Justica) ao inicio da tarde, depois de na sexta-feira a administracao do banco, atraves dos seus advogados, ter mostrado disponibilidade para se reunir apenas a 06 de Janeiro. Sobre a estrategia dos advogados que representam os clientes do BPP, Manuela Gloria revelou que foi pedido que o “processo avance sem que o juiz ouca a parte contraria”, ou seja o banco, para “evitar eventuais tentativas de atrasar o processo”. Na providencia cautelar foram incluidos documentos - correspondencia entre gestores de conta e clientes do banco - que, no entender dos advogados, mostram que o proprio banco vendia alguns dos seus produtos como depositos a prazo. Noutras cartas a outro cliente, e enviadas por outro gestor de conta, ao lado das siglas daquele mesmo produto [PIHY] aparecia, escrito a mao, “DP a 12 meses”, “DP a 6 meses”, e “DP a 3 meses”, com as respectivas taxas de juro. “Cada um destes produtos, os SLT, os PIHY eram nomes de guerra` que [os gestores de conta] davam, mas na conversa comercial com os clientes eram DP s, ou Depositos a Prazo”, frisou. Luis Miguel Henrique referiu tambem que “neste tipo de produtos, mesmo quando o cliente tinha duvidas sobre o contrato, mentiam descaradamente dizendo que era o banco que corria o risco e nunca o cliente”. Os advogados querem tambem provar perante o juiz que estes clientes, “alguns deles pessoas de 75 e 80 anos”, nunca optariam por aplicar “100 por cento das suas poupancas” em produtos de risco, “num produto que nao fosse 100 por cento garantido”. Os advogados consideram que se estes produtos eram considerados depositos a prazo deveriam constar no balanco de 24 Novembro apresentado pelo banco e, assim, que estes clientes tem direito a ser pagos tal como os outros. Manuela Gloria e Luis Miguel Henrique sao advogados da sociedade MHG, Associados, que representa um grupo de 122 clientes do BPP.
Fonte(noticia completa):agencia lusa