Banco aplicou depósitos a prazo em dívida de empresas do grupo SLN, acusam clientes
Feb 19th, 2009 | Por admin | Categoria: NoticiasVarios clientes do BPN arriscam-se a perder milhares de euros que pensavam estar em depositos a prazo porque gerentes bancarios aplicaram o dinheiro, alegadamente sem autorizacao expressa, em papel comercial de uma empresa da SLN, que entao detinha o banco. Em declaracoes a agencia Lusa, um dos clientes, pequeno empresario em Tomar, contou que em Janeiro de 2008 deu ordem ao gerente da agencia onde tinha conta para aplicar 300 mil euros num deposito a prazo, com vencimento a um ano. Um ano depois, a 30 de Janeiro ultimo, o gerente da agencia de Tomar revelou-lhe que afinal tinha aplicado os 300 mil euros em divida de curto prazo com vencimento a um ano (papel comercial) da empresa CNE - Cimentos Nacionais Estrangeiros, SA, a cimenteira do grupo SLN. O gerente da dependencia do BPN em Tomar, Alexandrino Campos, disse a agencia Lusa nao ter qualquer informacao para prestar, mas adiantou que “nada foi feito sem o conhecimento da [entao] administracao do banco”. “Fui contactado por cinco ou seis clientes do BPN - em Tomar, Santarem, Ourem, Leiria e Porto - que tem queixas de abusos de confianca por parte dos gerentes das agencias onde tinham conta e que, de forma irregular, desviaram dinheiro para papel comercial sem autorizacao expressa”, afirmou o advogado, que afirmou que so tomara uma iniciativa depois de entrar em contacto com o banco. “So a CNE ou a SLN sao responsaveis pelo pagamento da divida em causa”, acrescenta a nota interna do BPN a que a agencia Lusa teve acesso, que acrescenta que a CNE assume “integral e exclusiva responsabilidade pelo reembolso dos titulos”. Um outro cliente do BPN, este da zona do Porto, disse a Lusa que tambem em Janeiro de 2008 foi contactado pelo gerente da sua agencia com uma proposta de “deposito com uma taxa fabulosa, Euribor mais 1,25 por cento”, com “risco zero”. Tambem so um ano depois, a agencia lhe mostrou o contrato atraves do qual afinal tinha aplicado 150 mil euros em papel comercial da CNE.
Fonte(noticia completa):agencia lusa