CGTP denunca 191 milhões de euros em dívida a mais de 20 mil trabalhadores
Dec 30th, 2008 | Por admin | Categoria: NoticiasArmenio Carlos afirmou que creditos dos trabalhadores nao sao iguais aos creditos bancarios, uma vez que “os creditos dos trabalhadores sao creditos que resultam do seu salario…ou seja, se estes trabalhadores nao tiverem a possibilidade de serem ressarcidos nao tem outra alternativa, o mesmo ja nao acontece com os bancos”. Outra medida que mereceu particular destaque por parte do dirigente sindical refere-se a liquidacao parcial e antecipada do patrimonio que constitui a massa falida da empresa, numa percentagem adequada que permita pagar a totalidade ou, pelo menos, parte dos creditos dos trabalhadores. Nao se tendo verificado o pagamento da totalidade dos creditos referido no ponto anterior, “devera ser introduzida uma norma nos termos da qual, decorrido o prazo de um ano, o Estado fique obrigado a antecipar o pagamento dos creditos aos trabalhadores, ficando a partir desse momento na situacao de credor em substituicao da empresa”, referiu ainda. De acordo com um levantamento feito pela CGTP, a divida supera ja os 191 milhoes de euros, afectando mais de 20 mil trabalhadores e envolvendo 714 empresas em Portugal. Quanto aos distritos mais afectados (num total de 14 que nao integram a situacao dos Acores, Beja, Braganca, Faro, Portalegre e Vila Real) a CGTP aponta o Porto (com 37 por cento dos valores em divida e 29 por cento do total de trabalhadores), Lisboa (29 por cento dos valores em divida e 46 por cento do total de trabalhadores) e Coimbra (14 por cento dos valores em divida e 11 por cento do total de trabalhadores). Os sectores que apresentam maior numero de credores e que, segundo a CGTP, apresentam a divida mais significativa sao a industria textil (com 66 milhoes de euros de divida aos trabalhadores despedidos), a industria do vestuario (mais de 20 milhoes de euros), a metalurgia (mais de 19 milhoes de euros), a ceramica e o comercio e servicos (ambos com mais de 12 milhoes de euros) e a construcao (com mais de 10 milhoes de euros).
Fonte(noticia completa):agencia lusa