Negócios dificéis e pouco rentáveis 'afastam' portugueses
Aug 21st, 2008 | Por admin | Categoria: NoticiasO portugues Augusto Barbosa, 72 anos, vive ha tempo suficiente na Guine-Bissau para conhecer as dificuldades de manter um negocio neste pais lusofono, pelo que nao estranha que sejam muito poucos os seus compatriotas que aqui investem. “Eu tenho procurado, o problema e que ninguem quer vir”, afirmou aquele que e considerado um dos melhores mecanicos da Guine-Bissau, sempre atento, apesar da idade, a actividade na empresa de manutencao e reparacao de automoveis e maquinas que abriu ha mais de 10 anos com um grupo de alunos de um curso de formacao profissional de quem foi professor. As dificuldades sentidas por Antonio Barbosa explicam o reduzido numero de portugueses que trabalham actualmente na Guine-Bissau, que nao devem ultrapassar as duas centenas, segundo estimativas oficiais. As grandes construtoras portuguesas nao estao aqui presentes e a GALP e a unica empresa nacional de maior dimensao a trabalhar na Guine-Bissau. “Nao ha portugueses a ir embora mas tambem nao ha portugueses a vir para a Guine-Bissau”, admitiu uma fonte oficial portuguesa. Antonio Barbosa e um exemplo tipico dos portugueses que se encontram neste pais, onde chegou ha quase duas decadas, depois de ter passado largos anos em Angola, que recorda com evidente saudade. Antonio Barbosa pisou pela primeira vez o continente africano em 1955, apenas com 18 anos, conheceu Angola, Mocambique, Africa do Sul, Zimbabue, Republica do Congo e Republica Democratica do Congo antes de se instalar na Guine-Bissau, onde chegou em 1994. “Nao sou uma pessoa que goste de ser vencida, que goste de parar, de viver a custa dos outros”, afirmou, numa tentativa de “explicar o que nao tem explicacao”, ou seja, a sua permanencia na Guine-Bissau apesar das constantes dificuldades. Apesar desta esperanca no futuro do pais, Antonio Barbosa esta consciente que “nunca os portugueses virao para a Guine-Bissau como vao hoje para Angola”. Conhecedor da realidade portuguesa atraves dos noticiarios que segue “religiosamente”, lamenta que o governo de Lisboa esteja sempre disponivel para “apoiar as grandes empresas que querem ir para Angola e nao de ajuda a uma pequena empresa (como a sua), que ajuda mais o pais do que muitas grandes”.
Fonte(noticia completa):agencia lusa