O incumprimento no credito vai aumentar, diz o Banco de Portugal
May 21st, 2009 | Por admin | Categoria: NoticiasO elevado endividamento das empresas e das familias portuguesas (o segundo mais alto da Zona Euro) associado ao actual contexto de crise economica e de perspectiva de crescimento do desemprego, leva o Banco de Portugal (BdP) a considerar que “existe a expectativa de um aumento significativo do incumprimento no credito do sector privado”. Ainda assim, o BdP considera que este facto “nao devera por em causa a estabilidade financeira”, porque a descida das taxas de juro junta-se o facto de as familias de fracos rendimentos e os mais jovens - os dois segmentos com maior perfil de risco - terem, respectivamente, pouco peso no mercado do credito imobiliario e fiador. Outro dos factores considerados positivos pelo BdP e o de a maioria dos emprestimos ter associado uma garantia real - a hipoteca da casa -, com a vantagem de o mercado portugues nao ter sobrevalorizado, ainda que seja de esperar uma descida do preco das casas provocada pela quebra da procura. Uma “radiografia” aos emprestimos para habitacao e o cruzamento com os dados do malparado mostram que os creditos entre os 64 mil e os 108 mil euros sao os que apresentam maior risco de incumprimento. Apesar da desaceleracao na concessao de emprestimos a particulares registada em 2008 - evolucao nao verificada junto das empresas que evidenciaram maiores necessidades de financiamento, a maior parte dos quais destinados nao a investimento mas a reestruturacao de divida - um estudo do BdP sobre as caracteristicas dos emprestimos as familias evidencia que se forem considerados apenas os emprestimos destinados a compra de casa, estes correspondem a 100% do rendimento disponivel. Numa comparacao internacional, Portugal e dos paises em que os emprestimos a jovens apresentam valores mais elevados e dos que apresentam prazos mais longos para a amortizacao dos emprestimos. Ao longo dos ultimos anos, verificou-se uma subida do montante do emprestimo concedido em relacao ao valor do imovel, ainda que o BdP refira que esta evolucao tem sido acompanhada por um aumento dos prazos de amortizacao e esquemas de pagamento (carencia de juros e diferimento de capital), o que permite atenuar os encargos no curto prazo.
Fonte(noticia completa):jn.pt