Portugueses consideram que há discriminação, mas também discriminam - estudo
Nov 28th, 2008 | Por admin | Categoria: NoticiasQuase todos os portugueses consideram que as pessoas com Sida sao vitimas de discriminacao, mas quando confrontados com perguntas concretas, metade acha “natural” que estes doentes tenham dificuldades em progredir profissionalmente, revela um estudo da Universidade Catolica. O estudo “A Opiniao Portuguesa e a Sida - Ultrapassar a Era do Medo”, do Instituto de Ciencias da Saude da Universidade Catolica, foi feito com base num inquerito realizado este mes a 603 pessoas dos 18 aos 65 anos em Portugal Continental e sera divulgado a 01 de Dezembro, Dia Mundial de Luta contra a SIDA. “Uma pessoa com SIDA nao pode ser um profissional de saude” e uma afirmacao subscrita por 33 por cento dos inquiridos. O director do Instituto de Ciencias da Saude da Universidade Catolica e coordenador do estudo, Alexandre Castro Caldas, interpreta estes dados e diz que as pessoas revelaram ter preconceitos, mas nao tem essa nocao. O mesmo estudo conclui que a Sida e, a seguir ao cancro, a doenca que os portugueses consideram mais grave e que o medo e a vergonha impede as pessoas de fazer o teste do HIV. Quarenta e tres por cento dos entrevistados indicou a SIDA como a segunda doenca mais grave, depois do cancro (76 por cento). O estudo revela ainda que as palavras mais associadas a doenca sao injustica (81 por cento), medo (80), desconfianca (72), discriminacao (64), solidariedade (53) e egoismo (45). “Razoavelmente informados” e como se consideram 47 por cento dos inquiridos, enquanto quatro por cento diz saber “muito pouco” e 13 por cento saber “muito bem” o que e a doenca. Os comportamentos de risco mais associados a SIDA pelos inquiridos sao as relacoes sexuais nao protegidas, a toxicodependencia e as transfusoes de sangue.
Fonte(noticia completa):agencia lusa