Qual o melhor cartão de crédito
Jul 8th, 2008 | Por admin | Categoria: DestaquesComeçou por ser um produto para poucos, sinónimo de um certo ‘status’ social. Exibir um vistoso cartão ‘gold’ era até susceptível de causar alguma inveja. Hoje só não tem um cartão de crédito quem não o desejar. A escolha, no entanto, está longe de ser simples. Há cartões com as mais diversas taxas e anuidades, para segmentos baixos ou mais endinheirados, para fãs de futebol ou professores, com dez seguros ou apenas um. O mercado está ainda inundado de atractivas promoções, em que se oferecem anuidades gratuitas ou juros surpreendentemente baixos.
Como nem sempre tudo o que parece é, o Diário Económico fez uma análise comparativa de produtos, abrangendo nove diferentes emissores de cartões de crédito. Ao BCP, CGD, BES, BPI, Totta, Banif, Montepio, Citibank e Unibanco – que abrangem boa parte do mercado – foi pedido que indicassem dois cartões que considerassem competitivos. Um para um cliente com rendimento mensal médio de 1.500 euros e ‘plafond’ no cartão de 1.000 euros e outro com rendimento mensal médio de 4.000 euros e ‘plafond’ de 3.000 euros no cartão. A escolha feita depois pelo Diário Económico teve por base dois indicadores apenas, os puramente financeiros e que mais pesam na escolha racional de um cartão: anuidade e TAEG (que inclui juros e comissões). E tendo em conta que os utilizadores de cartões se dividem em dois grandes grupos: os que apenas vêem no cartão um facilitador de pagamento e quase nunca accionam o crédito (privilegiando, por isso, uma anuidade baixa) e os que, pelo contrário, são fortes utilizadores do financiamento que o cartão permite (querem sobretudo uma taxa baixa).
No segmento baixo como no elevado, o cartão do Citi parece ser a melhor escolha. Tanto o cartão ‘Citi Classic’ como o ‘Citi Gold’ oferecem anuidades gratuitas, no primeiro e seguintes anos, em todas as condições, com a TAEG das mais baixas do mercado.
Como explicou a DECO ao Diário Económico, as taxas de juro baixas só são compensadoras para fortes utilizadores do crédito (‘revolving’). Até porque, no limite, se um titular pagar tudo o que gastou no cartão no mês seguinte, a 100%, nunca paga juros, porque o crédito nunca chega a ser accionado.
Só titulares que accionem o ‘revolving’ (quando os gastos com o cartão não são pagos integralmente mas em prestações) e utilizem parte importante do seu ‘plafond’ conseguem que o que poupam em juros seja superior ao que gastam a mais em anuidade. De outra forma, o que pagam de anuidade não compensa os baixos juros de que beneficiam, explica João Fernandes, da DECO.
O cartão BES Branco é disso um bom exemplo. Oferece a mais baixa TAEG dos cartões analisados mas tem, de longe, a mais elevada anuidade, de 50 euros, muito superior à segunda maior, de 28 euros, do Montepio. Só com uma utilização do crédito bastante razoável, a poupança em juros oferecida pelo BES Branco compensa pagar tão elevada anuidade.
Face a boa parte dos seus concorrentes, o eleito Citi tem a vantagem de ser uma instituição altamente especializada neste sector, de dimensão mundial e em que portanto a escala permite preços muito competitivos.
No escalão mais baixo, o Totta Light é uma segunda boa escolha, já que tem a segunda taxa mais baixa do mercado e cobra uma anuidade dentro da média das ofertas.
No escalão elevado, o BPI Gold é a segunda melhor escolha. Tem a TAEG mais reduzida e uma anuidade, mesmo assim, das mais baixas.